Uma parte da jornada de construção de marca que costuma ser subestimada é o nome.
Pensa assim: e se a Apple tivesse escolhido um nome técnico, tipo “MPS – Micro Processing Solutions”? Difícil de lembrar, difícil de pronunciar, sem personalidade nenhuma e parecido demais com os concorrentes da época.
Antes de tudo, precisamos ter consciência de dois pontos que sempre reforço nas minhas apresentações:
1. O naming é a primeira palavra da história que queremos contar.
Sim! Toda marca está contando uma história. E espero que tu esteja tendo controle da tua e não esteja deixando para os outros decidirem a narrativa da tua marca.
2. O naming é um dos ativos mais valiosos de uma marca.
É ele que é falado e percorre o boca a boca entre as pessoas, sem precisar de imagens, produtos ou grandes experiências para existir. E o boca a boca, além de sagrado, é gratuito. Para pequenas empresas, vocês sabem o valor disso.
Por isso, não pode ser qualquer nome. E muito menos um nome parecido com o de uma marca próxima à nossa. Afinal, se queremos construir uma marca forte, também precisamos nos diferenciar.
Voltando à Apple:
Apple não surgiu por acaso. Steve Jobs queria um nome simples, amigável e diferente dos termos frios da tecnologia da época, como Dell e IBM. Queria um nome fácil de lembrar, que despertasse curiosidade.
E funcionou: a Apple virou sinônimo de inovação.
Um bom nome não precisa ser complicado. Precisa ser:
Estratégico: ter significado, ser distintivo e estar alinhado ao posicionamento da marca.
Criativo: ser memorável, sonoro e visual.
Técnico: ser fácil de soletrar nas possíveis regiões de atuação, ter viabilidade linguística e disponibilidade legal.
É por isso que naming é uma das primeiras decisões estratégicas de qualquer marca: ele carrega, em poucas palavras, a promessa de tudo que vem depois.
E aí, como tu avalia o impacto da primeira palavra da história que a tua marca conta?